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Municípios e estados apertam o cerco contra canudos de plástico

 

Não é de hoje que o descarte inadequado do plástico é visto como um dos principais problemas ambientais no Brasil e no mundo. Dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) indicam que cerca de 35% dos produtos produzidos com plástico têm um ciclo de vida curto, de até um ano. E o que é pior: apenas 26% das embalagens plásticas são recicladas no país, segundo estudo recente da Universidade de São Paulo (USP).

Neste cenário, o canudinho de plástico, onipresente em restaurantes, lanchonetes e outros estabelecimentos, se destacou nos últimos anos como um vilão a ser combatido por cidades e estados, que têm criado leis para coibir o uso do produto. O movimento é mundial e ganhou força depois de vários vídeos e imagens mostrarem os efeitos perigosos do descarte inadequado do item – quatro anos atrás, o vídeo de uma tartaruga resgatada com um canudo atravessado na narina se espalhou pela internet e mobilizou milhões de internautas, por por exemplo.

São Paulo

A iniciativa mais recente vem do estado de São Paulo. O governador João Doria (PSDB) sancionou no último dia 13 de julho um projeto de lei que proíbe o fornecimento de canudos plásticos em estabelecimentos comerciais e prevê multa de mais de R$ 5 mil para quem descumprir a determinação.

Todos os valores arrecados com as multas devem ser destinados a programas ambientais. Em junho, o prefeito de São Paulo Bruno Covas (PSDB) já havia sancionado outra lei similar, que ainda passará por regulamentação.

Rio de Janeiro

Uma das primeiras grandes cidades do país a combater os canudos de plástico foi o Rio de Janeiro, que aprovou uma lei em julho de 2018. No início deste ano, a capital alterou a legislação para permitir canudos de qualquer material biodegradável — desde que não de plástico ou oxibiodegradável. Várias outras cidades litorâneas também já possuem leis “anticanudos”, como Fortaleza, Salvador, Santos e Ilhabela, além de todo o estado do Rio Grande do Norte.

Curitiba e PR

Em Curitiba, uma iniciativa semelhante, mas com foco na conscientização dos estabelecimentos comerciais, foi aprovada em abril deste ano. A ideia é conferir o selo “Consciência Coletiva” aos locais que aderirem ao uso de canudos e copos reutilizáveis ou feitos de papel. Caberá à empresa interessada na certificação comprovar o desuso de materiais plásticos descartáveis, mesmo os considerados recicláveis ou biodegradáveis.

Um outro projeto mais restritivo, no entanto, tramita na Assembleia Legislativa do Paraná. A proposta pretende obrigar estabelecimentos comerciais de todo o Paraná a utilizarem somente canudos fabricados com produtos biodegradáveis.

Alternativas

No Grupo Kapersul, acreditamos que o plástico não deve ser tratado como um vilão em si – o que precisa ser assegurado é a destinação adequada desse resíduo, por meio da reciclagem. É preciso conscientizar o cidadão para a importância do plástico e da destinação e separação correta dos resíduos, além de aumentar a infraestrutura de coleta seletiva dos municípios e incentivar a reciclagem por meio de uma legislação coerente.

Na Plaskaper, empresa integrante do grupo, investimos em equipamentos inovadores e uma linha de produção completa para a descontaminação de plásticos pós-consumo e pós-industrial, garantindo granulados reciclados de qualidade e a destinação correta e sustentável do resíduo.

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